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Vivemos uma era de novidades incríveis, tecnologias disruptivas e inovações em quase todos os campos de atividades humanas, não é mesmo? 

Veja só: já podemos conversar com assistentes pessoais digitais movidos a inteligência artificial ou regular a temperatura e as luzes de um ambiente à distância. Até mesmo os tênis que amarravam seus cadarços sozinhos e vestiam os pés de Marty McFly em “De Volta para o Futuro 2” também já são reais

Parecia óbvio que com toda essa onda de inovações, onde nada mais parece ser impossível, a essa altura já estivéssemos indo para lá e para cá em carros inteligentes que dirigem sozinhos, como víamos nas previsões do futuro encenadas pelo cinema ou histórias em quadrinhos.

Nos últimos cinco anos, a expectativa de um carro autônomo excitou muita gente, especialmente os fãs da indústria de veículos e de tecnologia. Estávamos todos tão otimistas com esse futuro que sequer paramos para questionar afirmações como as do então secretário de Transportes dos EUA, Anthony Foxx, que em 2016 vislumbrava carros totalmente autônomos por todos os lugares até 2021. 

No entanto, 2021 já está aí e, ao que tudo indica, algo aconteceu no meio do caminho: foram muitas promessas e planos mas, por enquanto, nada de veículos 100% autônomos nas ruas. 

Justiça seja feita: estamos avançando, é claro. Existem sistemas muito elaborados de dirigibilidade autônoma que evoluem a cada dia. Mas um carro autônomo, em sua essência, é muito mais que manter uma distância segura do veículo à frente ou trocar de faixa de forma correta na rodovia. 

Alguém pisou no freio da direção autônoma, e, aos poucos, os carros inteligentes sumiram da mídia. Envolvidos em episódios de acidentes não tão bem explicados e imbróglios legais, pouco se fala deles hoje em dia.

Vamos ver o que pode ter causado esse atraso na chegada dos tão aguardados carros autônomos?

O que é um carro autônomo?

Definir o que é - e o que não é - um carro autônomo pode ser traiçoeiro. Em tese, um veículo autônomo é aquele capaz de se mover pelas variadas formas de ruas e estradas que conhecemos, inclusive nas cidades, sem a necessidade de qualquer ação humana para que isso ocorra.

Se, por um lado, isso significa que o controle de velocidade de cruzeiro em seu carro está longe de torná-lo um veículo autônomo, por outro, até mesmo um Tesla, com sua famosa tecnologia Autopilot de direção semi autônoma, também não é.

Apesar do tema ter ganhado efervescência nos últimos anos, a verdade é que o conceito de carros com direção autônoma já é estudado há bastante tempo: na Feira Mundial de Nova Iorque, em 1939, já haviam protótipos de veículos automatizados circulando por vias dedicadas.

Executivo em banco traseiro de carro trabalhando em laptop e falando ao celular
Direção autônoma permitirá trabalhar e aumentar produtividade durante deslocamentos (Imagem: Freepik)


De lá para cá, muita coisa aconteceu, quase sempre no campo acadêmico, em pesquisas diversas envolvendo áreas como engenharia e computação. Foi justamente nas salas e laboratórios das universidades que as primeiras empresas que encararam o desafio de tornar o carro autônomo uma realidade foram buscar ideias e pessoas para desenvolverem seus modelos.

As vantagens de um possível sistema de trânsito baseado em plataformas de direção autônoma são diversas, segundo seus entusiastas:

  • Seria possível reduzir os acidentes de trânsito causados por fatores humanos
  • Pessoas com limitações motoras ou visuais poderiam utilizar o automóvel sem auxílio de terceiros
  • Com o condutor realizando outras atividades durante o deslocamento, haveria aumento de produtividade
  • Os carros teriam um uso mais otimizado, ganhando maior vida útil través da utilização adequada de seus componentes e peças
  • Veríamos uma ampliação da capacidade de tráfego das vias com a redução das distâncias entre os veículos, já que seria preciso um tempo menor de reação para eventuais frenagens

De fato, imaginar tudo isso acontecendo é empolgante. Mas a estrada para vivenciarmos esse tipo de experiência nas ruas e rodovias parece ser bem mais longa do que se imaginava.


A corrida pelo carro inteligente

Na corrida por desenvolver o primeiro veículo realmente autônomo, a Google saiu na frente. Umas das pioneiras em levar a sério esse assunto, a gigante de Mountain View transformou seu projeto de carros inteligentes em uma empresa própria, a Waymo. O intuito da companhia, assim como muitos outros projetos dessa indústria, é enxergar carros como um serviço, e não como um bem de consumo.

Na visão da Waymo, o futuro dos carros autônomos é servir a diversos passageiros diariamente, de modo que não precisaremos mais possuir um carro, para mantê-lo estacionado ou na garagem a maior parte do dia. Eles estarão por aí, rodando constantemente, e atendendo às nossas necessidades de deslocamento assim que surgirem.

Seguindo essa mesma estrada, também estão iniciativas de outras empresas da tecnologia, como o Uber, a Apple e a Baidu, na China, além, é claro, de muitas montadoras de veículos como a BMW, a GM, com seu projeto Cruise, e, obviamente, a Tesla.

Correndo por fora, muitas startups têm obtido grandes avanços na área: empresas como Zoox, Argo, Nuro, Aptiv, Autox e DiDi estão acelerando nesse sentido.

Mas com tanta gente se esforçando para criar um veículo que dirige sozinho, o que falta para finalmente chegarmos lá? Bem, há algumas lombadas para superar e buracos para desviar. E isso passa por garantir a segurança de todos os envolvidos.

Close interno de carro Tesla mostrando o volante e central do sistema Autopilot
Sistema AutoPilot, da Tesla, é o que mais se aproxima de uma direção 100% autônoma hoje em dia (Imagem: Unsplash)


O que deu errado?

Com a permissão de governos e autoridades para começar testes com seus protótipos em ruas e cidades reais, começaram os problemas das desenvolvedoras de carros inteligentes.

Colocados à prova, os modelos chegaram a empolgar, mas logo surgiram os primeiros acidentes. Para uma tecnologia que visa diminuir episódios como esses, a repercussão nunca é das melhores - ainda que esses eventos precisem ser devidamente analisados dentro de uma escala maior.

Foi assim com a Waymo, cujo primeiro acidente relatado ocorreu em 2018. De lá para cá, outros vieram: em recente relatório, a empresa listou 47 "eventos de contato”. A Apple também viu um de seus veículos autônomos se envolver em uma colisão no mesmo ano, em Cupertino, terra natal da empresa. Dali em diante, o projeto de direção autônoma da Maçã também foi para o acostamento e saiu lentamente dos holofotes. Vale ressaltar: parece cada vez mais claro que a esmagadora maioria dos eventos acidentais está ligada, de uma forma ou outra, a erros humanos.

Mas nem sempre.

Talvez um dos principais eventos que ocasionou o atual sumiço dos carros autônomos das manchetes seja aquele ocorrido na noite de 18 de março de 2018. Naquela ocasião, um veículo de direção autônoma da Uber, em fase de testes, se envolveu no primeiro acidente com vítima fatal causado por um carro desse tipo.

O software de reconhecimento do automóvel, segundo o inquérito apurou, não foi capaz de reconhecer Elaine Herzberg, de 49 anos, como uma pessoa, já que ela estava transitando fora da faixa de pedestres e o sistema não foi treinado para uma situação como essa.

Após colocar seu programa de desenvolvimento de direção inteligente em pausa por longos meses, o Uber chegou a retomar as pesquisas no setor, mas, dessa vez sem alardear a mídia e sem fazer promessas de datas. No entanto, rumores do mercado indicam que a companhia esteja desistindo de vez da empreitada.

A Tesla e seu sistema semi autônomo Autopliot  - que, verdade seja dita, é a solução mais próxima que existe hoje em dia de uma experiência de direção robótica - também já tiveram participação em colisões fatais, nas quais os passageiros dos veículos utilizaram o recurso de forma descuidada ou não recomendada. 

A culpabilidade, em todos os casos citados, gerou debates tensos e muitas perguntas. O que sempre se questiona, em situações como essa, é como evitar que decisões humanas afetem a dirigibilidade do veículo. Aliás, o que se questiona é se, um dia, isso será realmente possível.

Falta muito para chegar?

Pelo que parece, ainda estamos um tanto distantes de uma tecnologia de inteligência artificial capaz de prever todas as possíveis decisões e reações de outros humanos envolvidos em situações de trânsito - motoristas, ciclistas, pedestres. Claro, nós mesmos não somos capazes de fazer isso, mas aprendemos a prever eventuais erros humanos (já que também os cometemos) e , principalmente, a reagir rapidamente a situações inusitadas, ainda que de modo improvisado. Algo que os carros autônomos ainda parecem longe de fazer.

Parece que programar veículos para seguir as regras da estrada e fazer com que eles se comuniquem com motoristas e pedestres humanos é bem mais complicado do que se imaginava. Sabe aquela indecisão de quem vai e quem fica em um cruzamento? Desenvolver sensores que possam funcionar perfeitamente em todos os tipos de condições climáticas e de visibilidade, ensinando os carros a responder a qualquer "caso extremo" que encontrarão na estrada, também é crucial para avançarmos.

Visão aérea de avenida arborizada em cidade com carros transitando
Preparar carros autônomos para as mais diversas situações de tráfego ainda é um desafio (Imagem: Pexels)


O fato é que, embora as estradas sejam ambientes minimamente ordenados e conhecidos, tudo pode acontecer nelas. Pessoas podem até ser habilidosas ao volante, mas também são imprecisas e, em certa dose, rebeldes. A solução seria simples: chegarmos a 100% dos veículos na estrada totalmente autônomos! Fim do conflito de decisões entre humanos e robôs. Porém, isso é algo que muitos analistas pensam ser altamente improvável.

Enquanto as companhias dedicadas ao sonho do carro que anda sozinho optaram por se recolher em seus galpões de desenvolvimento, tentando solucionar essas questões antes de prometer novas datas para lançamentos, há outros desafios que também pegam carona nessa problemática que envolve o carro totalmente autônomo:

  • Há muita dúvida na definição das responsabilidades legais sobre os eventos provocados por um veículo autônomo
  • É preciso atualizar toda a legislação de trânsito para abranger os veículos autônomos
  • Desenvolver sensores com melhor capacidade de percepção das condições de tráfego, principalmente de pedestres e ciclistas, parece ser desafiador

Portanto, ao que tudo indica, essa estrada ainda vai longe. O otimismo deu lugar ao realismo.

Carros e tecnologia: uma combinação de sucesso

Mas, enquanto o carro autônomo ainda é uma promessa distante, existem, claro, muitas tecnologias inovadoras ligadas ao mercado de automóveis que já são plenamente funcionais e tornam a vida de motoristas incrivelmente mais cômoda, prática e segura.

Muitos sistemas embutidos nos veículos de hoje são assim. Pense, por exemplo, no recurso de estacionar sozinho, que muitos modelos já oferecem: não é uma grande ajuda?

Outras formas de ajuda também estão em tecnologias que revolucionam nossa relação com os veículos - até como compramos, vendemos e trocamos carros, sabia?

Por exemplo, o serviço oferecido pela CARUPI, que está revolucionando a negociação de veículos seminovos e usados, é uma delas. 

Após estudar a fundo como funciona o mercado atual de compra e venda de carros, a CARUPI criou um ecossistema de serviços que potencializa as vantagens dos modelos tradicionais, e elimina muitas de suas desvantagens, criando uma experiência centrada no usuário e em sua comodidade.

Homem encostado em parede de tijolos fora de prédio acessando a Carupi em celular
Com a tecnologia da CARUPI, é possível comprar ou vender seu carro de qualquer lugar, a qualquer momento (Imagem:Pexels)


A ideia é tornar possível vender ou comprar um veículo sem sair de casa! Pelo aplicativo ou website da CARUPI, o usuário pode cadastrar seu veículo para venda, ou buscar um carro para comprar. A partir daí, o time de analistas da CARUPI entra em cena e toma conta de tudo: produz fotos profissionais do veículo à venda, realiza vistorias e perícias, orienta sobre as melhores cotações e encontra compradores com o perfil ideal. Em meio a tudo isso, o serviço de concierge da CARUPI ainda busca e devolve os carros para a realização de test drives com total conveniência para todos.

Opções de pagamento e linhas de financiamento também são sugeridas pela equipe da CARUPI, para que a aquisição do veículo ocorra da melhor forma possível. Na hora de assinar os papéis, mais conforto: em um verdadeiro sistema de cartório em casa, os envolvidos só precisam assinar a documentação em suas próprias casas.

Se rodar por aí em um carro que dirige sozinho e te leva a qualquer lugar é uma baita conveniência - mesmo que longe de ser alcançada - contar com uma solução que resolve todos os problemas ligados à negociação de veículos também é, não?

Então, conheça melhor os serviços da CARUPI e confira como essa solução inovadora já está, literalmente, em suas mãos. Baixe o aplicativo para celular ou visite nosso site!