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As dificuldades e desafios trazidos pela pandemia do coronavírus tiveram — e ainda terão por certo tempo — consequências diversas nos mais variados setores da sociedade e do país. Para a tristeza de muitos (e alegria de outros), uma delas foi o cancelamento dos tradicionais festejos de Carnaval na grande maioria das cidades do Brasil.

Sendo uma festa de ajuntamento e reunião de pessoas por definição, esse ano a celebração não encontra condições — e nem motivos — para ocorrer. A sensatez pede respeito, distanciamento e cuidados redobrados.

Em 2021, o brasileiro vai ficar sem a purpurina, sem as lantejoulas, sem as fantasias exóticas. Nada de confetes, de glitter ou da beleza das criações inovadoras dos carnavalescos. Esqueça os sambas-enredo marcantes e as multidões tomando as ruas. Ah, e claro: acostume-se com a ausência dos incríveis carros alegóricos, que ano após ano rodam de forma imponente nas avenidas de todo o Brasil.

Mas essas verdadeiras máquinas movidas a muita criatividade e exuberância não ficarão sem a devida homenagem: afinal, se estamos aqui para falar de carros, não deixaremos de relembrar os carros alegóricos e toda a história que carregam graciosamente em seus pedestais.

Também saberemos um pouco mais sobre seu funcionamento e curiosidades sobre sua construção. Será um desfile de informação para apaziguar a saudade dos foliões e a curiosidade de todos.

Abram alas: o bloco da CARUPI está na avenida.

Índice de Conteúdo

Quando e onde surgiram os carros alegóricos?

Como é feito um carro alegórico?

Todo carro - alegórico ou não - tem seu valor

Quando e onde surgiram os carros alegóricos?

Determinar com exatidão os primórdios dos carros alegóricos não é, obviamente, tarefa simples. Como são fruto natural da imaginação e da cultura do povo, é complicado estimar exatamente quando e em qual contexto o primeiro veículo enfeitado para participar de um desfile celebrativo saiu às ruas.

Há quem diga que os carros alegóricos surgiram na Idade Média como instrumento ilustrativo da Igreja Católica para as procissões de Corpus Christi, representando a Via Sacra com suas 14 estações da Paixão de Cristo. Os responsáveis por sua construção, na época, eram as guildas de artesãos.

Migrando do ambiente religioso para os festejos pagãos, tudo aponta que os primeiros carros alegóricos já estavam presentes nas festas carnavalescas que surgiram na Europa, séculos atrás. Sim, é isso mesmo: caso você não saiba, o Carnaval não é invenção nacional. Trata-se de uma festividade que ocorre em diversos locais do mundo, ligada a diferentes culturas e tradições, e que assume diferentes formas.

Alguns dos primeiros e mais famosos carnavais ocorriam em Paris, na França, e em Veneza, na Itália. Estudiosos acreditam que foi nessas cidades onde, além das tradicionais máscaras e fantasias, teria surgido a ideia de também fantasiar os primeiros veículos, provavelmente carruagens ou estruturas movidas a tração animal.

Desenho em bico de pena de primeiro carro alegórico brasileiro, criado por Antônio Francisco Soares
Primeiros carros alegóricos no Brasil teriam origem no artista Antônio Francisco Soares (Imagem: Wikipédia)

Herança lusitana

Portugal também possuía sua tradição carnavalesca, e tudo indica que foi essa a origem de alguns de nossos festejos aqui no Brasil, que acabaram se misturando com as raízes da cultura africana e resultando em nossa vertente única e original do carnaval verde e amarelo.

No Vale do Rio Douro, por exemplo, há o festejo do Zé Pereira, que seria um antepassado comportado dos nossos blocos, contando até com os bisavós dos famosos bonecos de Olinda. Já em Torres Vedras, em Portugal, não há escolas de samba, mas lá também existe a tradição dos carros alegóricos.

Aqui no Brasil, pesquisas de historiadores dão conta de que o militar e artista Antônio Francisco Soares teria sido o primeiro a projetar e construir carros alegóricos no Rio de Janeiro, ainda em 1786. Eram modelos movidos à tração animal, mas se destinavam exclusivamente às festividades promovidas na época pelo vice-rei Luís de Vasconcelos e Sousa.

A ideia foi ganhando apelo popular com o passar do tempo, e os primeiros carros alegóricos participantes de festas da população saíram às ruas em 1854. Puxados por burros e devidamente enfeitados, sua estreia fez parte de uma estratégia da elite carioca da época para criar uma festa mais elegante e tomar o lugar do Entrudo, um folguedo popular que chegou ao Brasil no século 17 introduzido pelos portugueses. 

Considerado vulgar — pois a brincadeira de rua incluía práticas como jogar água suja e urina nas pessoas — os carros alegóricos vieram como tentativa de civilizar a festa e, segundo os pesquisadores, seu uso acabou marcando a semente inicial que inaugurou a tradição dos desfiles de carnaval por aqui.

Com o passar do tempo, os carros alegóricos foram se desenvolvendo cada vez mais, ganhando em estrutura e tecnologia, e assumindo papel de destaque na festa. Hoje em dia, nos principais desfiles, são estruturas gigantescas que chamam a atenção por sua arquitetura grandiosa e lúdica.

Isso nos leva a pensar: como um carro alegórico é produzido?

Como é feito um carro alegórico?

Apesar do nome, na verdade as versões mais modernas desses veículos estão mais para ônibus ou caminhões alegóricos. Isso porque, na maioria das vezes, são chassis desses veículos que fornecem as bases sobre as quais os carros alegóricos são construídos.

Tomando por base os 2 principais desfiles do país, no Rio de Janeiro e em São Paulo, primeiramente os carros alegóricos precisam respeitar as normas estabelecidas pela organização de cada evento. 

Geralmente, é estipulado um número mínimo de carros para cada escola, e também existem orientações quanto à sua largura, comprimento e altura, determinadas com base nas medidas da avenida e, claro, em quesitos como a segurança do público e de todos os envolvidos. 

A estrutura da base costuma contar com um ou até três chassis de ônibus ou caminhão que são “trucados” com montagens e soldas especiais para garantir que o conjunto seja forte o suficiente para carregar todo o peso — algumas alegorias chegam às 30 toneladas.

Sobre esse esqueleto estrutural, é apoiada a chamada bandeja ou mesa. Essa estrutura central serve de apoio para todo o elaborado cenário que é montado acima dela, e que fica visível ao público do desfile. Essa base da alegoria fica a 1,5m do chão, e com os adereços adicionados acima dela, os carros alegóricos passam a ter uma altura total que passa dos 15 metros — equivalente a um prédio de aproximadamente cinco andares — somados aos cerca de 20 metros de comprimento e 10 metros de largura.

Carro alegórico de escola de samba desfilando na avenida Marquês de Sapucaí
Carros alegóricos brasileiros são montados sobre chassis de caminhões ou ônibus (Imagem: Alexandre Macieira/Agência Brasil)

Manutenção e funcionamento

Como qualquer carro, os alegóricos também precisam de cuidados e constante manutenção. Na verdade, a atenção com essas estruturas deve ser ainda maior. Como são baseados em adaptações de projetos originais, tudo precisa estar em ordem: pneus são trocados todos os anos, pontas de eixos estão sempre bem lubrificadas, suspensões revisadas, e é feita a troca da embreagem e verificação de freios e caixa de direção, bem como lubrificação das rodas.

O fato curioso é que, em São Paulo, a opção das escolas é por modelos sem motorização: os carros são empurrados por equipes de integrantes das escolas treinados para isso, e guiados por um condutor que direciona o volante do veículo, mas não tem como comandar a velocidade ou aceleração. Durante muito tempo, essa era uma regra do desfile paulistano, mas há poucos anos foi permitido o uso de carros com motor e as escolas vêm se adaptando ao novo regulamento.

Já no Rio de Janeiro, a tradição é de carros motorizados: a mecânica dos ônibus ou caminhões é mantida, e o motorista do carro alegórico cuida da velocidade de deslocamento da estrutura. Claro, há uma equipe de pessoas prontinha para entrar em cena e empurrar caso alguma falha ocorra.

Após os desfiles, quase sempre a estrutura de base dos carros alegóricos é mantida para voltar a ser utilizada no próximo ano. Também, não é para menos: o investimento nesses veículos é tão pesado quanto os próprios carros. Alguns bateram a casa dos R$ 500 mil, e podem absorver mais da metade de todo o orçamento com o qual as agremiações trabalham.

Carro alegórico de escola de samba desfilando na avenida Marquês de Sapucaí
Estruturas exuberantes dos carros alegóricos custam centenas de milhares de reais (Imagem: Raphael David/Agência Brasil)

Motorista de carro alegórico precisa ter CNH?

Todo mundo já deve ter se perguntado isso em algum momento: quem dirige os carros alegóricos? É preciso ter CNH especial?

A resposta é não: como são veículos especiais, que serão conduzidos em ambientes fechados onde não se aplicam as leis de trânsito, não é necessário possuir CNH para guiar esses gigantes da avenida.

Mas vale lembrar: em São Paulo, por exemplo, todo carro alegórico precisa ter laudo técnico (a "Anotação de Responsabilidade Técnica", ou ART) fornecido pelo Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) atestando que o veículo é seguro e identificando quem é o condutor. 

Tem mais: segundo a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, mesmo não havendo obrigatoriedade de CNH, existe a "orientação" para que o motorista do carro alegórico seja experiente e, se puder, habilitado.

E o quesito bateria?

A bateria da escola de samba pode até perder o ritmo durante o desfile, mas a bateria dos carros alegóricos não pode falhar nunca. Afinal, como manter todas aquelas luzes e efeitos pirotécnicos funcionando?

Na verdade, o que acaba ocorrendo é que esse veículos usam um gerador à diesel ao invés das tradicionais baterias de carros comuns, especialmente instalado para dar conta de todo consumo de energia necessário para a apresentação. Eles podem gerar uma potência de até 55 mil watts,  suficiente para iluminar 1375 lâmpadas fluorescentes ligadas ao mesmo tempo ou 29 aparelhos de ar-condicionado.

Boneco inlfável gigante do Homem Aranha em desfile de rua nos Estados Unidos
Muitos carros alegóricos americanos, chamados Parade Floats, são infláveis (Imagem: Pixabay)

Carros alegóricos pelo mundo afora

A tradição de utilizar veículos variados como suporte para estruturas lúdicas e festivas não é exclusividade do carnaval brasileiro. Sim, os nossos carros alegóricos são únicos em todo o mundo, com sua engenhosidade e tecnologia, mas o conceito existe em diversas festividades ao redor do planeta.

Nos Estados Unidos, por exemplo, eles são chamados de Parade Floats, e o nome faz alusão às balsas decoradas que flutuavam pelo rio Tâmisa participando do Lord’s Mayor Show, uma festividade secular em Londres. Hoje em dia, o nome ganha uma segunda referência, ligada ao fato de que, na maioria de suas aparições, as alegorias exibidas por lá envolvem o uso de estruturas infláveis. 

Por essa razão, geralmente os veículos que servem como base para as alegorias podem ser menores e menos potentes, já que os enfeites infláveis são muito mais leves. Como veneram suas picapes e mini-caminhões, geralmente esses são os veículos escolhidos pelos norte-americanos para os tradicionais desfiles cívicos e festivos.

Todo carro - alegórico ou não - tem seu valor

Conhecendo melhor toda a história e engenhosidade por trás dos carros alegóricos, fica ainda mais notório como eles adquirem um valor histórico e cultural enorme, e fazem parte de nossa tradição, marcando as vidas de muitas pessoas — especialmente aquelas envolvidas com o universo do Carnaval.

Isso, porém, não deveria ser surpresa: afinal, sabemos que esse é um dos atributos de todo carro — tornar-se parte de nossas melhores memórias. Com eles, vivemos alguns dos momentos mais marcantes de nossas vidas.

Por isso, a CARUPI insiste em dizer: para nós, seu carro importa. 

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Rapaz em banco de praça usando aplicativo CARUPI para negociar carros
Solução inovadora da CARUPI permite vender e comprar carros usados de onde você estiver (Imagem: Pexels)

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Nesse verdadeiro desfile de tecnologia e inovação, já deu para notar que a CARUPI é nota dez nos quesitos segurança, praticidade e agilidade!