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Helena, Miguel, Maju, Zion. Esses foram alguns dos nomes mais populares de bebês no ano de 2020. Cada um deles passa por um longo processo antes de ser escolhido, afinal, é como os filhos serão chamados e conhecidos pelos outros. Uma grande responsabilidade, certo?

E se esse filho fosse, na verdade, um carro? Assim como crianças, os automóveis também passam pela etapa de “batismo”, fazendo as montadoras moverem diversas estratégias para chegar à melhor opção: a que agrada mais aos ouvidos e a que melhor vende.

Os bastidores por trás da escolha do nome de veículos envolvem uma série de fatores, e algumas das motivações mais frequentes são homenagens a lugares ou pessoas, abreviações de nomes muito grandes ou trocadilhos com palavras.

Mas não é um processo tão simples quanto parece: traduções atrapalhadas para países diferentes e conotações inesperadas assumidas pelos consumidores fazem parte dessa história e exigem das montadoras uma maior habilidade para lidar com um possível fracasso nas vendas.  

Diante disso, vamos investigar como as montadoras escolhem os nomes dos carros que lançam, quais nomes marcaram o mercado e seus significados e, também, os casos curiosos que ficaram famosos.

Índice

Os critérios de escolha de nomes para carros
Nomes de carros famosos e seus significados

O curioso caso do Chevrolet Nova
O novo jeito de comprar e vender carro tem nome: CARUPI

Folhas de papel amassadas com más ideias e caderno de anotações
Escolher nomes para carros é um processo semelhante a dar nomes para filhos (Imagem: Pexels)

Os critérios de escolha de nomes para carros

Criar o nome para um carro não é um processo simples. Primeiramente, as montadoras precisam escolher nomes curtos e de fácil entendimento para que consigam emplacar um veículo no mercado.

Mais do que isso, o objetivo comum entre as fabricantes nesse momento é: o nome precisa “grudar na cabeça”, ser agradável aos ouvidos, refletir a personalidade do automóvel e, ainda, fazer o consumidor associar a imagem do carro aos valores simbolizados pelo seu nome.

Com a globalização, o processo de nomear carros tornou-se ainda mais cuidadoso e complexo, já que as nomenclaturas precisam ser compreendidas em diferentes países. E, ao encarar esse desafio, cada fabricante utiliza estratégias variadas, como abreviações, homenagens, trocadilhos, números e muitas outras.

No caso das abreviações, algumas montadoras usam termos reduzidos para compor o nome do automóvel. A Fiat, por exemplo, nomeou o Fiat Mobi como a abreviação de “mobilidade”. O Nissan Versa também: é a redução de “versatilidade”. Outro exemplo de nome de carro muito conhecido que também surgiu de uma abreviação é a Kombi, versão reduzida do alemão Kombinationfahrzeug, que significa “veículo combinado para carga e passageiro”.

Há também os casos de homenagens, quando a montadora escolhe um nome que irá honrar alguma cidade, animal, esportes, povoados, entre outros. Nesse quesito, a Volkswagen é a que mais pensou em nomes com essa motivação: Gol e Golf homenageiam esportes, Brasília e Parati, cidades, Apollo e Eos celebram deuses e o Touareg remete ao famoso povo nômade que habita o deserto do Saara.

Alguns trocadilhos e montagens de palavras também estão por trás da escolha de nomes de carros e, muitas vezes, funcionam bem. O SUV Tiguan, da Volkswagen, por exemplo, é um trocadilho entre as palavras “tigre” e “iguana”. O antigo Opala seguiu a mesma linha: é a junção de “Opel” com “Impala”, duas referências no mercado automotivo.

Volkswagen Kombi amarela antiga com bagageiros de teto estacionada em terreno pedregoso em cenário natural
Kombi é uma versão reduzida da palavra alemã Kombinationfahrzeug (Imagem: Pexels)

Números e letras também são bastante comuns na hora de nomear os automóveis. Algumas marcas até preferem esse tipo de nomenclatura para facilitar, mas há quem acredite que tira o charme do automóvel. Alguns veículos conhecidos por seus números e letras são: BMW 320i, Mercedes-Benz A200, Audi A3, Citroën C3 e Peugeot 208.

Uma preocupação das montadoras que acaba interferindo na escolha dos nomes dos carros tem a ver com os diferentes países onde serão vendidos: certas palavras podem ganhar sentido pejorativo em diferentes culturas. Aconteceu, por exemplo, com a Mitsubishi: no México e em outros países de língua espanhola, foi preciso substituir o nome “Pajero” por “Montero”, já que o primeiro tem conotação sexual.

Existem ainda os sobrenomes que acabam virando nomes: foi assim com o Corsa Classic, o Uno Mille, o Palio Weekend e o Impreza WRX. Hoje em dia, basta dizer Classic, Mille, Weekend e WRX para mencionar os modelos.

Além disso, ainda que muitas montadoras se preocupem com a escolha dos nomes de seus veículos, nem sempre existe um motivo racional envolvido em tal definição e a razão para seus batismos é simplesmente fonética. Nomes como Jetta, Sandero e Livina, no caso, não possuem um significado específico além de ecoarem conceitos da língua inglesa como Jet (jato), sand (areia) e live (viver).

Como é o processo de escolha de um nome de carro?

Embora pareça, o processo de nomear um carro não é nada simples. Em algumas empresas, como a Interbrand – responsável por esse tipo de serviço - a criação de um nome pode começar cinco anos antes do lançamento do veículo, e passa por uma série de profissionais antes de uma decisão final. 

Há listas com até 600 sugestões, que são enviadas para diversos escritórios no mundo todo para colher insights regionais e checar se algum dos nomes pode ter uma conotação negativa. Após diversas fases do processo, a lista é reduzida para 8 ou 10 opções, e a escolha final passa, obviamente, pelo alto escalão da montadora, que bate o martelo e define o nome do novo modelo.

Mesa de trabalho de madeira em escritório com pessoas em reunião vista de cima
Processo de escolha de nomes de carros passa por diversos escritórios da montadora (Imagem: Pexels)

Nomes de carros famosos e seus significados

Sabendo como as montadoras se organizam para nomear seus carros, nada melhor do que ficar por dentro do significado de alguns dos nomes de carros que marcaram a história dos automóveis.

Fusca

Um dos carros mais marcantes na história dos automóveis é o Fusca. O veículo da Volkswagen, que originalmente foi batizado como VW 1500, começou a ser produzido em 1953, e tem uma história um tanto quanto curiosa por trás de seu nome.

Por ser uma empresa alemã, os operários brasileiros não conseguiam pronunciar o nome da montadora e, consequentemente, do modelo: ela era chamada, por muitos, de “Volks”. No alemão, a letra “v” é pronunciada com som de “f”, ou seja, “Folks”. Logo, surgiu o apelido Fusca, que foi adotado pelos brasileiros e oficializado pela fabricante. 

Gol

Mais um automóvel da Volkswagen com história no mercado é o Gol. Diferente do Fusca, no entanto, a motivação desse nome é mais simples e está associada ao esporte. Sendo um projeto nacional, a intenção da fabricante com o Gol era transmitir uma ideia de vitória, conquista e, claro, relacionar ao futebol, esporte símbolo do Brasil.

A estratégia deu certo: o Gol teve enorme sucesso e é, até hoje, o veículo mais vendido da história do país. 

Brasília

Difícil falar sobre carros que fizeram história sem falar da Brasília, não é mesmo? Aqui, a Volkswagen quis homenagear o governo de Juscelino Kubitschek, pioneiro da indústria automobilística no Brasil.

Como o projeto era 100% brasileiro e o desejo era associar o veículo ao modernismo da nova capital do Brasil - a principal obra de Kubitschek - então o nome escolhido para o mais novo modelo da montadora foi Brasília.

Palio

O Palio é, provavelmente, um dos principais nomes que passam pela cabeça quando se fala no catálogo da Fiat. A montadora, para chegar ao nome do modelo, procurou transmitir uma ideia de velocidade e competitividade.

Para quem não sabe, Palio é uma tradicional corrida de cavalos na Itália que é realizada na cidade de Siena desde 1238, mas que também acontece em outras cidades italianas, como Verona e Bolonha.

Civic

O Civic, da montadora japonesa Honda, também tem uma motivação interessante por trás de seu nome. O objetivo da fabricante era passar a imagem de um carro que não desperdiça combustível, tem baixo índice de poluição e possui um tamanho adequado ao trânsito das grandes cidades. 

O nome, por fim, acabou se tornando a expressão automotiva de um cidadão exemplar e  cheio de senso cívico, totalmente consciente de seus direitos e deveres como motorista.

Kia Rio vermelho trafegando em rua de cidade com árvores e prédios ao fundo
Kia Rio é mais um caso de nomes de carros que homenageiam cidades (Imagem: Kia/divulgação)

Rio

Mais um automóvel que foi batizado como homenagem é o Kia Rio. Curiosamente, esse é um nome que foi adotado pela companhia no mundo todo, apesar de se referir a uma cidade do Brasil. 

E mesmo homenageando o país, o modelo só foi chegar em terras brasileiras duas décadas depois de seu lançamento em outros mercados: enquanto começou a ser comercializado em janeiro de 2020 no país, desde 1999 é vendido em outros países. 

Ka

Um dos líderes de vendas da Ford, o Ka é um modelo com um nome um tanto quanto exótico. Seu significado remete ao elemento que, conforme os egípcios, remetia ao conceito de “eterna errância”, de movimento e deslocamento constantes. 

A intenção da Ford com esse nome era transmitir a imagem de um carro com mobilidade para quem está sempre em movimento, e até a forma semelhante a uma pirâmide das primeiras versões foi desenhada com base na origem do nome. 

O curioso caso do Chevrolet Nova

Em meio a tantos nomes de carros e diversos significados, sempre há aqueles que não emplacam, por diversos motivos. Um dos casos mais curiosos é o do Chevrolet Nova.

A história tem início em 1962, quando o Chevrolet Nova foi introduzido no mercado automobilístico dos Estados Unidos. Entre 1972 e 1978, esse modelo começou a ser vendido no México e em outros países de língua espanhola, como a Venezuela.

Nesse momento, um inesperado problema linguístico surgiu: a palavra “nova”, para os nativos da língua espanhola, significa “não vai”. Com o fracasso nas vendas, a Chevrolet precisou mudar o nome do modelo para Caribe.

Essa situação embaraçosa para a Chevrolet ganhou o mundo através da internet, mas há um problema ainda maior envolvido: a história, na verdade, nunca aconteceu. Trata-se de uma lenda urbana, contada e recontada até que as pessoas começassem a acreditar nela.

No entanto, vale lembrar: a incompatibilidade linguística realmente existe, e serve de alerta sobre os riscos envolvidos no batismo de um carro.

Jovem mulher em casa com notebook de mesa acessando website da CARUPI
Vender e comprar carros online sem sair de casa é possível com a CARUPI (Imagem: Pexels)

O novo jeito de comprar e vender carro tem nome: CARUPI

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