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Basta um passeio pelas capitais e grandes cidades para entender porque o debate sobre mobilidade urbana é cada vez mais intenso em todo o mundo. Muita gente cansou de perder tempo, dinheiro e paciência no trânsito, e vem descobrindo novas alternativas contra os engarrafamentos caóticos e a poluição desenfreada – e essas alternativas já vão muito além do transporte público ou por aplicativo. 

Essa busca por um estilo de vida mais equilibrado fez novas formas de locomoção ganharem as ruas: são os veículos micro modais movidos a bateria, como patinetes, bicicletas e, principalmente, os monociclos elétricos que, em 2020, já somavam mais de mil unidades rodando apenas na cidade de São Paulo.

Esse número vem crescendo e revela um dado ainda mais curioso, que reflete o estilo de vida pós-pandemia: segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), 20% dos compradores desses monociclos elétricos eram maiores de 50 anos.

O fato é que, como um jeito de ir e vir muito mais prático e sustentável – principalmente para quem roda curtas e médias distâncias – o monociclo elétrico conquista corações por onde passa. Nesse artigo, vamos falar sobre o novo queridinho das metrópoles que, com apenas uma roda, vem desbravando os novos caminhos da mobilidade urbana.

Índice 

Como o monociclo elétrico surgiu?

Como funciona o monociclo elétrico?

Como andar de monociclo elétrico

O que diz a lei sobre o monociclo elétrico

Quanto custa um monociclo elétrico?

Vantagens e desvantagens do monociclo elétrico

Vai trocar seu carro por um monociclo elétrico? Conte com a CARUPI

Boulevard urbano ao lado de rua com carros estacionados e homem trafegando em monociclo elétrico
Monociclo elétrico tem se tornado opção de mobilidade urbana (Imagem: Adobe Stock)

Como o monociclo elétrico surgiu?

Criado nos Estados Unidos e popularizado mundialmente graças aos asiáticos, o monociclo elétrico inicialmente era um veículo sobre uma roda com um guidão acoplado à sua base.

Esse primeiro monociclo elétrico foi inspirado no famoso Segway: um diciclo em formato de prancha com duas rodas e uma barra de direção que foi a grande esperança de revolução no transporte quando surgiu – mas acabou restrito a um meio de transporte para seguranças de shopping centers, e que já não é mais fabricado atualmente.

Com o passar do tempo, o monociclo elétrico foi aperfeiçoado e hoje ele é fabricado sobre uma estrutura única, com roda, motor, bateria e sistemas de estabilização e aceleração, no qual o condutor fica apoiado ao posicionar os pés em duas alças laterais.

Como funciona o monociclo elétrico?

Os monociclos elétricos são movidos a bateria recarregável e funcionam como um pêndulo: para acelerar, basta inclinar o corpo para frente, e para reduzir a velocidade é preciso pender para trás. Esse sistema – chamado self balance – nada mais é do que a combinação de dois componentes: 

  1. O giroscópio eletrônico: usando a mesma tecnologia que controla rotas de naves espaciais, pilotos automáticos de aviões, mísseis e carros autônomos, ele estabiliza o monociclo elétrico paralelo ao solo.
  1. O acelerômetro: um sensor que reconhece a inclinação do corpo para acelerar ou desacelerar o equipamento, já que os monociclos elétricos não possuem comandos de freios.      

Assim como as bicicletas ou motos, o monociclo elétrico não oferece sustentação nas extremidades laterais. Para que esse equilíbrio aconteça, é preciso combinar a velocidade trazida pela força do motor com a ação do sistema self balance, que reconhece os movimentos realizados pelo condutor.

Visão traseira de homem se movendo rapidamente em via urbana usando um monociclo elétrico
Uso do monociclo elétrico se baseia em tecnologia e equilíbrio (Imagem: Unsplash)

Como andar de monociclo elétrico?

Aprender a rodar sobre uma única roda não é tão difícil quanto parece, já que até pessoas amputadas são capazes de fazê-lo. Porém, é preciso alguns dias de treino antes de se aventurar por ruas, ciclovias e outros locais que requerem mais técnica e experiência.

Em primeiro lugar, é preciso estar equipado com os seguintes itens de segurança: capacete, joelheiras, cotoveleiras e wrist-guard, um protetor de punho bastante utilizado por skatistas. Para quem não quer se arriscar a aprender por conta própria, existem instrutores treinados para ensinar os iniciantes e até revendedores que oferecem aulas gratuitas para quem compra um monociclo elétrico.

Já para os mais aventureiros, há vídeos tutoriais na internet com instruções passo a passo, além de dicas e técnicas a serem seguidas antes de sair rodando por aí.

Jovem rapaz trafegando com monociclo elétrico em rua urbana com carros estacionados ao lado
Não existe legislação específica para uso do monociclo elétrico na cidade (Imagem: Adobe Stock)

O que diz a lei sobre o monociclo elétrico

Ainda não há regulamentação clara e específica para os patinetes e monociclos elétricos, que podem até ser conduzidos sem habilitação. A última resolução do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) fala apenas em “equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, sendo permitida sua circulação somente em áreas de pedestres, ciclovias e ciclofaixas...”.

Deduzindo que tais equipamentos sejam monociclos e patinetes elétricos, significa que eles não podem trafegar nas ruas. Porém, como a lei não é clara, é preciso criar uma regulamentação específica para esses modais, considerando suas especificidades.

A ABVE está trabalhando sugestões junto ao CONTRAN para atualizar a resolução vigente. Uma delas é que os modais como os patinetes e monociclos elétricos sejam descritos na legislação. As sugestões ainda incluem a liberação oficial do uso desses veículos nas ruas, mas não em vias expressas ou em faixas exclusivas de ônibus.

Por enquanto, o que existe de concreto são algumas regulamentações municipais sobre o uso de ciclovias e ciclofaixas. Em São Paulo, por exemplo, ela é permitida a todos os modais, mas seguindo algumas regras, como a velocidade máxima de 20 km/h. Aliás, incluir o limite de velocidade na legislação é fundamental, tendo em vista que já existem monociclos elétricos capazes de atingir 70 km/h.

Quanto custa um monociclo elétrico?

Não existem fabricantes de monociclos elétricos no Brasil e todos os modelos disponíveis têm a variação do dólar como base para precificação. Mesmo assim, existem monociclos elétricos para todos os bolsos, com preços variando entre 3 a 30 mil reais. Quanto maior a autonomia da bateria e a potência do motor, maior o custo. 

Antes de comprar um monociclo elétrico, vale a pena considerar a distância que será percorrida diariamente, levando em conta o trajeto de ida e volta e o tipo de terreno a ser percorrido. Um monociclo básico possui cerca de 15 km de autonomia.

Subir ladeiras exige mais do equipamento e, consequentemente, gasta mais bateria. Outro quesito a ser avaliado é o biotipo do condutor: quanto maior o peso da pessoa, maior será o gasto de bateria e a necessidade de potência do motor. O monociclo elétrico mais potente suporta, no máximo, 150 quilos. 

Jovem rapaz usando monociclo elétrico em calçada e checando seu celular
Versatilidade é uma das vantagens de se deslocar usando um monociclo elétrico (Imagem: Adobe Stock)

Vantagens e desvantagens do monociclo elétrico

Para saber se o monociclo elétrico é uma boa pedida para você, fizemos uma breve lista de prós e contras. Confira

Vantagens do monociclo elétrico

MOBILIDADE

Por ser um meio de transporte ágil e compacto, o monociclo elétrico permite que a pessoa chegue ao seu destino muito mais rápido que o carro, o ônibus e até a bicicleta. E não há necessidade de gastar com estacionamento, pois o condutor irá levá-lo consigo aonde for.

ECONOMIA

O monociclo elétrico não exige gastos com combustível, impostos ou estacionamento e sua manutenção é bem simples. Já a despesa com energia elétrica para recarregar o equipamento é extremamente baixa, girando em torno de R$10,00 a cada 450 km rodados.

VERSATILIDADE

O monociclo elétrico sobe ladeira, encara terrenos como terra, pedregulho e grama. Além disso, seu uso pode ir muito além da ida e vinda ao trabalho, sendo uma ótima opção de lazer em momentos de descontração com a família e os amigos.

Desvantagens do monociclo elétrico

PESO DO EQUIPAMENTO

Quando o condutor não está rodando com o monociclo elétrico é necessário levá-lo consigo. Apesar de possuir uma alça para transporte para locais planos, será preciso carregar o monociclo elétrico nos braços ao subir e descer escadas ou entrar no transporte público – e isso não é tarefa fácil, pois o equipamento pesa entre 15 a 30 quilos.

NÃO ENCARA CHUVA

Apesar de serem resistentes a gotejamento e poeira, os monociclos elétricos até rodam em piso molhado, mas não encaram uma chuva mais forte nem podem ser submersos em – por exemplo – uma poça de água, pois há risco de danificar a bateria ou os circuitos internos do equipamento.

PROIBIDO EM AVIÕES

Por conta de uma regulamentação internacional, equipamentos com bateria de lítio só podem embarcar em aviões se tiverem capacidade de até 160 whatt-hora. Como no monociclo elétrico esse número é maior, o seu transporte em aviões não é permitido de forma alguma.

Homem com roupa casual deitado e ralaxando em sofá de casa e acessando site da Carupi em seu notebook
É possível vender seu carro do sofá de casa usando a plataforma da CARUPI (Imagem: Freepik)

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