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Desde agosto do ano passado, os veículos brasileiros vêm sendo abastecidos com um novo tipo de gasolina, que segue especificações estabelecidas pela Resolução 807/2020 da ANP, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. 

As normas apresentadas estabelecem novos parâmetros para a destilação, octanagem e massa específica da gasolina vendida no Brasil. 

Agora com uma formulação mais próxima do combustível comercializado nos mercados europeu e norte americano, a nova gasolina da Petrobrás promete proteger os motores, ajudar a reduzir o consumo e colaborar para que a indústria automobilística introduza novas tecnologias na produção de veículos mais eficientes. A mudança também facilitou a forma de identificar adulterações no combustível, o que é sempre bem-vindo.   

Embora extremamente positivas, todas essas novidades tiveram impacto nos preços dos combustíveis - custo que a Petrobrás alega ser compensado pelo ganho de rendimento dos veículos com as vantagens da nova gasolina. 

Em um período como o atual, onde o debate sobre os valores dos combustíveis tem sido tema constante na mídia, inclusive com intervenção direta do presidente na política de preços da estatal, entender um pouco mais sobre esse novo combustível certamente pode ser muito útil para você. 

No final das contas, uma coisa é fato: a nova gasolina da Petrobrás chegou para ficar e enche o tanque do consumidor com muitos benefícios, como você verá no decorrer deste artigo. 

Continue lendo e se abasteça com as seguintes informações:
 

• Como surgiu a nova gasolina do Brasil?

• Mas, o que é octanagem?

• E o que é a densidade do combustível?

• Do que se trata a destilação?

• As vantagens da nova gasolina Petrobrás

• Como é calculado o preço da gasolina?

• Onde comprar os melhores seminovos para aproveitar as vantagens da nova gasolina? 
 

Bomba de gasolina em posto de combustível nos Estados Unidos
Nova fórmula da gasolina brasileira se assemelha ao padrão europeu e americano (Imagem: Pexels)

Como surgiu a nova gasolina do Brasil? 

Tudo começou após relatos de consumidores – e até de montadoras – sobre o aumento no gasto de combustível nos carros e até mesmo sobre a quebra de motores em veículos novos. 

Isso supostamente estaria acontecendo devido à especificação inadequada da gasolina, que provocava um fenômeno chamado detonação, capaz até de danificar os pistões dos veículos.

A partir de então, o combustível passou a ser analisado por uma comissão técnica que, em conjunto com montadoras e com a ANP, identificou a origem do problema: a gasolina apresentava octanagem e densidade muito baixos, o que causava parte dos problemas de consumo e também os danos aos motores. 

Com isso, uma nova fórmula da gasolina foi desenvolvida, com parâmetros de octanagem e densidade mais elevados, o que trouxe, em tese, uma série de benefícios para os motoristas.

Mas, o que é octanagem?

Octanagem é o índice que mede a capacidade dos combustíveis de resistir a altas temperaturas e pressões na câmara de combustão do motor antes de detonar – ou bater pino - que é quando a faísca da vela é disparada pelo sistema de ignição. Isso pode causar danos ao pistão, cilindro e cabeçote do carro. 

Quanto maior a octanagem, mais o veículo fica resistente à detonação e melhor é o seu desempenho. Existem dois índices para calcular a octanagem: 

  • RON, que mede a resistência do combustível à detonação em motores com rotação de 600 rpm    
  • MON, que faz a mesma medição em motores com rotação de 900 rpm. 

No Brasil, o índice usado para definir a octanagem de um combustível é o RON. 

Destaque de bico de mangueira de combustível abastecendo tanque de carro
Nova gasolina brasileira melhorou índices de octanagem, densidade e destilação (Imagem: Pixabay)

E o que é a densidade do combustível?

É a massa específica das moléculas por volume. Quanto maior ela for, maior será a capacidade de um mesmo volume de combustível gerar energia, sendo possível rodar mais abastecendo menos.

Do que se trata a destilação?

É um parâmetro que mede a volatilidade do combustível. Uma gasolina com bom perfil de destilação ajuda o motor a funcionar melhor. Já quando o combustível é muito volátil, ocorre perda de potência, prejudicando o desempenho do carro.

Conheça as vantagens da nova gasolina Petrobrás


Octanagem adequada, com maior resistência à detonação

Fixada em 92 RON, a nova gasolina da Petrobrás – que, na verdade, já está sendo produzida a 93 RON, conforme norma estabelecida para 2022 – vai evitar a detonação e, consequentemente, diminuir riscos de quebra do motor e de alto consumo de combustível, melhorando a performance do carro.     

Mais economia e menos adulteração

Como passou a ter maior densidade energética, fixada em 715 quilos por metro cúbico (ou 715 gramas por litro), a nova gasolina brasileira é capaz de gerar mais energia no momento da combustão. Isso faz com que os carros possam circular mais com menos combustível e, consequentemente, também diminuam a emissão de gases poluentes. 

Como antes não havia esse limite, nossa gasolina era bem menos densa que a de outros mercados. Estudos apontam que a redução de consumo pode gerar uma economia que varia de 4% a 6%. 

Além disso, a nova densidade adotada faz com que a adulteração do combustível possa ser identificada e combatida com mais facilidade, pois quando a gasolina era mais leve ficava mais difícil identificar a irregularidade.

Destaque em painel de carro mostrando indicadores de combustível
Consumo dos veículos deve ser aprimorado com uso da nova gasolina (Imagem: Pexels)

O carro tende a se tornar mais eficiente

Com o estabelecimento de uma destilação com limite máximo e mínimo de evaporação de 50% da gasolina – antes, a ANP regulava apenas o limite máximo – o carro irá aquecer mais rápido, melhorando a qualidade da combustão do veículo em ponto morto, o tempo de resposta na partida a frio e a dirigibilidade. 

A mistura com etanol continua

A gasolina vendida nos postos brasileiros possui a adição de 27% de etanol anidro em sua composição. De acordo com especialistas, essa solução acaba sendo vantajosa, pois traz segurança energética para o país ao reduzir a dependência das exportações, aumenta a octanagem do combustível e reduz as emissões de poluentes.  

Possibilita a produção de motores mais eficientes 

A nova gasolina brasileira abre caminho para que as montadoras possam criar motores mais eficientes, incluindo soluções como injeção direta de combustível e turboalimentação. 

Além disso, com uma gasolina mais homogênea, existe a possibilidade de aumento na taxa de compressão dos motores, o que irá gerar ganho de potência para os novos veículos a serem fabricados.  

Bomba de combustível em posto de gasolina mostrando valores em display
Preço subiu, mas deve ser compensado por maior eficiência de consumo (Imagem: Pixabay)

Carros Flex são os mais beneficiados

Como a pressão de alimentação de combustíveis em carros flex foi aperfeiçoada ao longo dos anos, gerando mais economia e menor emissão de poluentes, os veículos bicombustíveis abastecidos com a nova gasolina terão maior pulverização. Quanto mais pulverizado estiver o combustível, mais ele evapora e mais completa será a queima, fazendo com que o motor consuma menos.

O custo-benefício é satisfatório

A nova gasolina deixa os motores mais potentes e funcionais, aumenta a autonomia dos carros, reduz o consumo e ajuda a diminuir a poluição. Tudo isso tem um custo, claro, que acaba sendo maior na comparação com a gasolina produzida anteriormente. Mas, apesar do aumento nos preços, todas as melhorias trazidas pela eficiência do novo combustível fazem com que valha a pena pagar por esse reajuste já no primeiro abastecimento. 

Como é calculado o preço da gasolina?

Falar sobre preço de combustíveis no Brasil é sempre um assunto complicado e, nos últimos tempos, virou motivo de muitos debates e polêmicas. O consumidor, claro, sempre entende que os valores estão mais altos do que deveriam, e questiona a definição dos aumentos e o próprio modelo de precificação usado. 

Enquanto os veículos elétricos ainda são uma realidade distante no país, alguns motoristas, por exemplo, se voltam aos carros movidos à diesel por conta dos custos mais baixos desse combustível. No entanto, nem mesmo essa estratégia está isenta de alterações nos valores

Refinaria de petróleo com vários andares e tubulações
Valor da gasolina ao deixar as refinarias impacta o preço final ao consumidor (Imagem: Pixabay)

Segundo a Petrobrás, o preço final da gasolina brasileira na bomba é constituído de quatro índices: preço do produtor, impostos, custo do etanol e preço de distribuição.

Tributos como ICMS (estadual) e CIDE (federal) somam 46% do total (29% e 17%, respectivamente), enquanto o preço de saída da refinaria corresponde a 28% do final. O restante é dividido entre o custo do etanol anidro (13%) e o valor da distribuição e revenda (também de 13%). 

São muitos números envolvidos, e não é fácil para o cidadão comum compreender a dinâmica que movimenta os preços da gasolina. Mas se não há muita margem para economia na hora de encher o tanque, uma opção que muitos brasileiros têm buscado para economizar em sua rotina de deslocamentos está na própria escolha do carro: os seminovos viraram preferência nacional.   

São automóveis que contam com diversas vantagens, como pouca rodagem, excelente estado de conservação, garantia de fábrica (na maioria das vezes) e custos mais acessíveis, quando comparados aos valores dos modelos 0km. Em muitos casos, pelo preço de um veículo novo de categoria inferior, é possível ficar com um seminovo mais equipado, mais confortável e mais luxuoso.

Onde comprar os melhores seminovos para aproveitar as vantagens da nova gasolina? 

Se você está entre as pessoas que pretendem aproveitar esse momento para comprar, vender ou trocar um veículo e usufruir de tudo o que a nova gasolina brasileira pode oferecer, pode contar com toda a inovação da CARUPI nesse processo.

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Close em tela de smartphone mostrando filtro de busca de carros do app da CARUPI
Na CARUPI é possível escolher seu carro pelo tipo de combustível (Imagem: CARUPI/divulgação)

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